Em rádio, Gaddafi jura 'morte ou vitória' contra rebeldes, diz agência
O ditador da Líbia, Muammar Gaddafi, 69, disse a uma rádio local de Trípoli que abandonou sua fortaleza em Trípoli como parte de uma retirada tática e jurou "morte ou vitória" contra os rebeldes, informa a Reuters. Segundo a agência de notícias, as declarações estão sendo retransmitidas por uma emissora de TV da Síria, a Al Orouba TV. Ainda de acordo com os relatos, ele pretende fazer um pronunciamento ao povo líbio na mesma rádio.
A emissora de TV Al Jazeera e o jornal britânico "Guardian" apontam ainda que o ditador confirmou 64 ataques aéreos da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) contra o complexo residencial de Bab al Aziziya e que jurou "morte ou vitória" aos "agressores".
Gaddafi disse ainda que é um "mártir", acrescenta a Reuters.
Segundo a CNN, na mensagem divulgada o ditador classifica os rebeldes como "gangues" e diz que suas forças deverão reconquistar a fortaleza de Bab al Aziziya.
REBELDES SINALIZAM VITÓRIA
A suposta mensagem de Gaddafi chega após a tomada do complexo nesta terça-feira, quando os rebeldes líbios anunciaram também que devem transferir o quartel-general da revolução da cidade de Benghazi, no leste do país, para a capital, Trípoli, em até dois dias, segundo informou Ahmed Bani, um dos porta-vozes militares dos insurgentes, à rede de TV Al Jazeera.
O anúncio chega horas após Mahmoud Jibril, um dos líderes do CNT (Conselho Nacional de Transição), o órgão político dos rebeldes, comentar os últimos desdobramentos da revolução no país durante uma entrevista coletiva em Doha, no Qatar, classificando a tomada do complexo residencial do ditador Muammar Gaddafi como uma "importante vitória" após seis meses de intensos combates.
"A transição começa imediatamente" para a construção de uma "nova Líbia", anunciou. "Construímos agora uma nova Líbia, com todos os líbios como irmãos por uma nação unida, civil e democrática", acrescentou Jibril.
O líder agradeceu o apoio do Qatar e dos EUA, que auxiliaram as lutas dos rebeldes com apoio logístico para exportação de petróleo e com ajuda financeira, respectivamente.
Mais cedo, o coronel Ahmed Omar Bani, porta-voz militar dos rebeldes em Benghazi, a capital rebelde no leste do país, confirmou à agência de notícias France Presse que os oposicionistas já controlam todo o complexo de Bab al Aziziya, considerado um dos últimos bastiões do regime. No aeroporto internacional de Trípoli, e ao sul da capital, no entanto, ainda há intensos combates entre os rebeldes e forças gaddafistas, informa a CNN.
Para a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Gaddafi já é "parte da história" e esta terça-feira representa uma importante vitória rebelde, embora a comunidade internacional ainda hesite em dar como totalmente vencida a guerra, já que o paradeiro do ditador permanece indeterminado.
No Qatar, sinalizando o início de um futuro político pós-Gaddafi, Jibril disse que a Alemanha foi um dos primeiros países a adiantar uma linha de financiamento para ajudar o governo rebelde.
O líder comentou ainda os controversos relatos de prisão de um dos filhos de Gaddafi, Saif al Islam, que ontem (22) reapareceu em Trípoli e desmentiu ter sido detido pelos insurgentes.
Para Jibril a polêmica foi uma tentativa desesperada de Gaddafi para obscurecer os êxitos da revolução dos rebeldes.
"Foi um ato cinematográfico, ele apareceu diante da mídia internacional", disse Jibril ao falar sobre o assunto, criticando a aparição do herdeiro do ditador no hotel onde os jornalistas internacionais estão sendo mantidos, no centro de Trípoli, ainda na noite de ontem (22).
Segundo o líder, os relatos obtidos inicialmente eram de que ele havia, de fato, sido detido. Jibril citou ainda as fontes do TPI (Tribunal Penal Internacional), que também divulgou, durante o fim de semana, que Saif havia sido preso.
TOMADA DO QUARTEL-GENERAL
Os rebeldes oposicionistas da Líbia entraram na casa de Muammar Gaddafi, depois de avançarem sobre um dos portões do complexo militar de Bab al Aziziya, um conjunto de edifícios fortificados que é considerado o quartel-general do ditador.
Ahmed Omar Bani disse que os rebeldes não encontraram nenhum sinal de Gaddafi ou de seus filhos.
"Bab al Aziziya está completamente sob nosso controle, o coronel Gaddafi e seus filhos não estavam no lugar", disse. "Ninguém sabe onde estão", completou.
O paradeiro de Gaddafi é desconhecido dos rebeldes e da comunidade internacional. Apesar de rumores de que teria viajado à vizinha Tunísia ou até mesmo à Venezuela, o Pentágono diz acreditar que ele ainda está na Líbia.
A conquista do complexo é vista por muitos como o golpe final contra o regime, mas a prisão de Gaddafi seria um fim simbólico ao regime de 42 anos.
FIM DA RESISTÊNCIA
Os rebeldes disparavam tiros para o ar em comemoração após entrarem na fortaleza do ditador, disse um repórter da Reuters no local. O combate mais violento começou nas primeiras horas desta terça-feira. Forças pró-Gaddafi tentaram defender o complexo, mas a resistência acabou.
Segundo relatos da correspondente da rede de TV americana CNN, alguns choravam de alegria por terem vencido a resistência, e rebeldes mostravam documentos com estampas oficiais do governo para mostrar que estavam dentro do gabinete de Gaddafi. "Eles conseguiram pegar algumas das armas que estavam com as forças de Gaddafi", disse.
Os rebeldes ainda se organizavam para fazer a segurança do local e se defender de um eventual contra-ataque.
As forças rebeldes avançam também no leste do país, fora da capital. Segundo a Al Jazeera, os rebeldes controlaram o porto de exportação de petróleo de Ras Lanuf e agora avançam rumo a Bin Jawad.
O correspondente do canal de TV na Líbia disse ainda que as tropas de Gaddafi estão recuando da cidade natal do ditador, Sirte, no que seria uma conquista muito simbólica para os oposicionistas.
A emissora de TV Al Jazeera e o jornal britânico "Guardian" apontam ainda que o ditador confirmou 64 ataques aéreos da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) contra o complexo residencial de Bab al Aziziya e que jurou "morte ou vitória" aos "agressores".
Gaddafi disse ainda que é um "mártir", acrescenta a Reuters.
Segundo a CNN, na mensagem divulgada o ditador classifica os rebeldes como "gangues" e diz que suas forças deverão reconquistar a fortaleza de Bab al Aziziya.
REBELDES SINALIZAM VITÓRIA
A suposta mensagem de Gaddafi chega após a tomada do complexo nesta terça-feira, quando os rebeldes líbios anunciaram também que devem transferir o quartel-general da revolução da cidade de Benghazi, no leste do país, para a capital, Trípoli, em até dois dias, segundo informou Ahmed Bani, um dos porta-vozes militares dos insurgentes, à rede de TV Al Jazeera.
O anúncio chega horas após Mahmoud Jibril, um dos líderes do CNT (Conselho Nacional de Transição), o órgão político dos rebeldes, comentar os últimos desdobramentos da revolução no país durante uma entrevista coletiva em Doha, no Qatar, classificando a tomada do complexo residencial do ditador Muammar Gaddafi como uma "importante vitória" após seis meses de intensos combates.
"A transição começa imediatamente" para a construção de uma "nova Líbia", anunciou. "Construímos agora uma nova Líbia, com todos os líbios como irmãos por uma nação unida, civil e democrática", acrescentou Jibril.
O líder agradeceu o apoio do Qatar e dos EUA, que auxiliaram as lutas dos rebeldes com apoio logístico para exportação de petróleo e com ajuda financeira, respectivamente.
Mais cedo, o coronel Ahmed Omar Bani, porta-voz militar dos rebeldes em Benghazi, a capital rebelde no leste do país, confirmou à agência de notícias France Presse que os oposicionistas já controlam todo o complexo de Bab al Aziziya, considerado um dos últimos bastiões do regime. No aeroporto internacional de Trípoli, e ao sul da capital, no entanto, ainda há intensos combates entre os rebeldes e forças gaddafistas, informa a CNN.
Para a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Gaddafi já é "parte da história" e esta terça-feira representa uma importante vitória rebelde, embora a comunidade internacional ainda hesite em dar como totalmente vencida a guerra, já que o paradeiro do ditador permanece indeterminado.
No Qatar, sinalizando o início de um futuro político pós-Gaddafi, Jibril disse que a Alemanha foi um dos primeiros países a adiantar uma linha de financiamento para ajudar o governo rebelde.
O líder comentou ainda os controversos relatos de prisão de um dos filhos de Gaddafi, Saif al Islam, que ontem (22) reapareceu em Trípoli e desmentiu ter sido detido pelos insurgentes.
Para Jibril a polêmica foi uma tentativa desesperada de Gaddafi para obscurecer os êxitos da revolução dos rebeldes.
"Foi um ato cinematográfico, ele apareceu diante da mídia internacional", disse Jibril ao falar sobre o assunto, criticando a aparição do herdeiro do ditador no hotel onde os jornalistas internacionais estão sendo mantidos, no centro de Trípoli, ainda na noite de ontem (22).
Segundo o líder, os relatos obtidos inicialmente eram de que ele havia, de fato, sido detido. Jibril citou ainda as fontes do TPI (Tribunal Penal Internacional), que também divulgou, durante o fim de semana, que Saif havia sido preso.
TOMADA DO QUARTEL-GENERAL
Os rebeldes oposicionistas da Líbia entraram na casa de Muammar Gaddafi, depois de avançarem sobre um dos portões do complexo militar de Bab al Aziziya, um conjunto de edifícios fortificados que é considerado o quartel-general do ditador.
Ahmed Omar Bani disse que os rebeldes não encontraram nenhum sinal de Gaddafi ou de seus filhos.
"Bab al Aziziya está completamente sob nosso controle, o coronel Gaddafi e seus filhos não estavam no lugar", disse. "Ninguém sabe onde estão", completou.
O paradeiro de Gaddafi é desconhecido dos rebeldes e da comunidade internacional. Apesar de rumores de que teria viajado à vizinha Tunísia ou até mesmo à Venezuela, o Pentágono diz acreditar que ele ainda está na Líbia.
A conquista do complexo é vista por muitos como o golpe final contra o regime, mas a prisão de Gaddafi seria um fim simbólico ao regime de 42 anos.
FIM DA RESISTÊNCIA
Os rebeldes disparavam tiros para o ar em comemoração após entrarem na fortaleza do ditador, disse um repórter da Reuters no local. O combate mais violento começou nas primeiras horas desta terça-feira. Forças pró-Gaddafi tentaram defender o complexo, mas a resistência acabou.
Segundo relatos da correspondente da rede de TV americana CNN, alguns choravam de alegria por terem vencido a resistência, e rebeldes mostravam documentos com estampas oficiais do governo para mostrar que estavam dentro do gabinete de Gaddafi. "Eles conseguiram pegar algumas das armas que estavam com as forças de Gaddafi", disse.
Os rebeldes ainda se organizavam para fazer a segurança do local e se defender de um eventual contra-ataque.
As forças rebeldes avançam também no leste do país, fora da capital. Segundo a Al Jazeera, os rebeldes controlaram o porto de exportação de petróleo de Ras Lanuf e agora avançam rumo a Bin Jawad.
O correspondente do canal de TV na Líbia disse ainda que as tropas de Gaddafi estão recuando da cidade natal do ditador, Sirte, no que seria uma conquista muito simbólica para os oposicionistas.
Por Folha


