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Partidos fazem acordo e Lei da Copa será votada amanhã na Câmara

O presidente em exercício, Marco Maia, fechou na noite desta terça-feira um acordo com líderes de partidos aliados e de oposição para votação da Lei Geral da Copa nesta quarta-feira.
Como presidente da Câmara, Maia se comprometeu a fixar uma data para votação do Código Florestal ainda no mês que vem. "Dessa forma estancamos a crise e a negociação faz com que o Congresso volte a andar", disse Marco Maia (PT-RS).
"O compromisso é votar [o Código Florestal] no mês de abril", disse o líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Neto, afirmando que esse é um acordo feito pelo Legislativo.
"Queremos mostrar que a crise viajou com ela [Dilma]", disse ACM Neto, em referência à viagem de Dilma à Índia nesta semana.
O líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), manteve o mesmo tom. "Mostra que basta ela viajar para chegarmos a um acordo", disse.
Jilmar Tatto (SP), líder do PT, que participou da negociação, diz que não há compromisso sobre o mérito do que será votado no Código Florestal. "Essa é uma pauta do Legislativo. O Legislativo tem que ter o protagonismo".
A fixação de uma data para a votação do Código Florestal é uma das reivindicações da bancada ruralista para votar as regras para o evento esportivo.
"Há muitas conversas, diálogos permanentes, mas vou conversar com ruralistas e pode se chegar um entendimento muito rápido, mas para isso tem que ter uns diálogos de hoje para amanhã ou para a próxima semana", disse o petista.
Para o presidente em exercício, é "legítimo" que o governo tenha "garantias" sobre o texto do Código Florestal. Ele disse que o Planalto tem uma "preocupação" com a repercussão do texto na conferência de Desenvolvimento Sustentável, Rio + 20 e que, por isso, é preciso chegar um texto negociável, que se aproxime do que foi aprovado pelo Senado.
 
BEBIDAS
 
Além da reivindicação da bancada ruralista, um impasse com relação à liberação da venda de bebidas nos estádios durante os jogos da Copa impediu que o projeto fosse votado na Câmara. A análise do projeto pelo plenário, que deveria acontecer na semana passada, foi adiada com apoio da maioria dos partidos da base aliada ao governo.
O adiamento significou uma derrota política para o governo, que queria votar o quanto antes.
Um acordo costurados pelo Planalto fez com que a proposta não deixasse clara a liberação das bebidas nos estádios durante o mundial e a Copa das Confederações, deixando espaço para que os Estados negociem essa possibilidade com a Fifa.
A redação final foi fechada após inúmeras idas e vindas do governo e foi definida após a avaliação de que o texto do relator, Vicente Cândido (PT-SP) --que liberava explicitamente a bebida--, podia ser derrotado.
Por Folha