|

Mano contraria Andres e diz priorizar olímpicos nos amistosos

Após o sorteio que definiu os adversários da seleção brasileira na Olimpíada de Londres, o técnico Mano Menezes afirmou que vai priorizar nos próximos quatro amistosos a convocação de atletas com idade olímpica.
O Brasil encara a Dinamarca (26 de maio), Estados Unidos (30 de maio), México (3 de junho) e Argentina (9de junho).
"Nós vamos direcionar [a convocação] para esses quatro amistosos, para uma base olímpica maior. Sempre fizemos o inverso. Mesmo assim, ainda teremos mais do que três jogadores acima de 23 [anos]. Eles poderão ser usados intercalados nesses jogos, exatamente para a gente ver como a equipe se comporta dentro de uma ideia que temos para definir a inscrição final para os Jogos Olímpicos", disse Mano Menezes em entrevista ao Sportv.
No entanto, a ideia de Mano Menezes não é compartilhada pelo diretor de seleções da CBF, Andres Sanchez. Logo que assumiu o cargo, o ex-presidente do Corinthians declarou que a prioridade era preparar a seleção para a Copa do Mundo.
"Apesar da proximidade da Olimpíada, os amistosos de junho são da seleção principal. Eu e o Mano Menezes já conversamos sobre isso e o que ficou acertado é que a prioridade é preparar o time para a Copa do Mundo. Embora a nossa seleção seja repleta de jogadores com idade olímpica, nas partidas contra Estados Unidos, México e Argentina, assim como já terá ocorrido contra a Dinamarca, quem joga é a principal", afirmou Andres.
Porém, Mano deverá ter o apoio do novo presidente da CBF, José Maria Marin, que já deixou claro que a Olimpíada também é prioridade.
No mês passado, Marin afirmou que gostaria de ver a convocação final para Londres 48 horas antes da divulgação oficial da lista.
No dia 11 de maio, Mano vai divulgar os 18 nomes que tentarão a inédita medalha de ouro em Londres. Na pré-lista, o treinador colocou 52 nomes.
No mesmo dia, anuncia os convocados para os amistosos contra Dinamarca, México, EUA e Argentina.
Na primeira fase da Olimpíada, a seleção brasileira enfrenta Egito, Nova Zelândia e Belarus.

Por Folha