Belém é elogiada por personalidades em seus 395 anos
A capital da Amazônia encanta visitantes e turistas do mundo todo. Não tem como resistir ao pôr-do-sol escondido entre as nuvens da chuva da tarde. Essa mistura de cores e sabores, riqueza e pobreza, antigo e moderno, é o retrato da Belém nostálgica que deslumbra aqueles que deixam suas marcas nas paredes antigas da Cidade Velha. Belém que enfeita a vida de muitos que saíram, mas que levam sempre a lembrança do sabor do Pará.A cidade das mangueiras sempre tem um cantinho especial para os personagens que marcam a história da cidade. Para Paes Loureiro, poeta e escritor paraense, o lugar que mais encanta suas tardes é a bela vista para a baia do Guajará na Orla da Universidade Federal do Pará. 'Eu gosto de ficar lá, além de ser o recanto mais belo que a cidade tem, é o que mais combina comigo. Também é sempre muito bom tomar uma água de coco na praça Batista Campos', afirma.
Quando se trata de beleza, com certeza a capital do Pará ganha na região amazônica. É por causa da história da cidade, com uma pitada de beleza natural, que o bairro da Cidade Velha encanta quem chega por aqui. Na descoberta da Amazônia, Belém foi a porta de entrada para os europeus. Abrigou um pouco de cada povo, de cada cultura e se tornou uma das maiores cidades miscigenadas do Brasil.
Não só a história, mas a beleza e o aconchego da cidade orgulham artistas que são a cara do Pará. A atriz paraense, Dira Paes, declara seu amor por Belém e especialmente pelo bairro da Cidade Velha. 'Gosto de todos os lugares em Belém, mas confesso que a Cidade Velha é o cantinho que mais me encanta nessa terra. O povo do Pará é o brasileiro mais original e ser paraense é ser Amazônico', explica.
A atriz também não esconde sua preferência pela famosa feijoada do Pará. A maniçoba é o prato típico que não pode faltar em ocasiões especiais. 'Eu aprecio toda a culinária regional, gosto de tudo, mas quando vou a Belém não posso deixar de comer a maniçoba', confessa.
A história e os bairros são as principais características da cidade, mas não podemos esquecer do lindo futebol, que fez nascer as duas maiores torcidas da região Norte. Apesar de não ser paraense de nascimento, o lutador Lyoto Machida adotou Belém como cidade natal. Para ele, o povo sabe ser esportivo. 'O bom paraense apóia a derrota e a vitória de um campeão, é a torcida fiel que abraça o Remo e o Paysandu', desabafa.
Além do esporte, o lutador conta que a sobremesa que não pode faltar é o sorvete de açaí. 'Eu gosto muito do tacacá, mas eu não vivo sem o sorvete de açaí. Não tem nada melhor do que apreciar a boa comida do Mangal das Garças, assistindo o espetáculo natural da cidade com um sorvete de açaí como sobremesa', afirma.
O jogador paraense Paulo Henrique Ganso também conta que é amante das comidas típicas. 'Eu morro de saudade da culinária de Belém. O pato no tucupi e o açaí são pratos fundamentais e não podem faltar na mesa de casa', revela.
A história de Belém também é pintada de música, de cores, de cheiros e alegria. E é com esse sentimento que a cantora Fafá de Belém declara o segredo de ter orgulho de sua terra natal. 'O paraense carrega o olfato e o paladar apurados pelos cheiros e sabores delicados da nossa terra. Além disso, carrega na alma a força da quietude dos igarapés e a beleza da Batista Campos', explica.
E a beleza de Belém não termina no orgulho das personalidades do Pará. A cidade agradece recebendo cada pessoa de braços abertos em seus 395 anos de existência.
Por Portal ORM

