Governo reduz proporção de etanol na gasolina
O governo vai reduzir de 25% para 20% a proporção da mistura de etanol anidro na gasolina a partir de 1º de outubro. A informação foi dada no início da noite pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, depois de uma reunião com a presidente Dilma Rousseff. "Nós temos que garantir o abastecimento olhando para este ano e para o próximo, porque verificamos que a safra do próximo ano não será muito melhor do que a atual. Então temos que tomar providência desde logo", justificou Lobão.
O novo porcentual da mistura de etanol na gasolina valerá por tempo indeterminado, segundo o ministro. "Depois calibraremos, verificando a resolução, no momento em que acharmos que há segurança para suspendermos", afirmou.
No ano passado, o governo reduziu o percentual da mistura de 25% para 20% por três meses, por causa do aumento do preço do álcool combustível aos consumidores e de problemas de abastecimento em alguns Estados. Segundo o Ministério da Agricultura, o corte representou cerca de 100 milhões de litros de etanol a mais disponíveis no mercado por mês. Em abril deste ano, o governo ampliou a margem da mistura do álcool anidro na gasolina. O intervalo, que variava entre 20% e 25%, passou para 18% a 25%.
A safra de cana está caindo desde 2008, quando teve uma quebra de 6%. De acordo com Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), em entrevista a ÉPOCA, isso aconteceu por causa dos custos de produção da cana, que subiram e não foram corrigidos para que o etanol pudesse continuar competitivo em relação ao petróleo, e da crise financeira internacional, que deixou algumas empresas do setor em dificuldade. Segundo Jank, se o etanol continuar perdendo competitividade, os consumidores podem passar a comprar apenas gasolina e o carro flex pode desaparecer.
Além dessa medida de segurança contra desabastecimento do mercado e de preços altos, o ministro disse que o governo deve implementar medidas já anunciadas que beneficiam o setor sucroalcooleiro, como financiar a produção e o armazenamento de etanol e o aporte de recursos para Petrobras Biocombustível. A previsão é que essas medidas sejam anunciadas nos próximos dias.
O novo porcentual da mistura de etanol na gasolina valerá por tempo indeterminado, segundo o ministro. "Depois calibraremos, verificando a resolução, no momento em que acharmos que há segurança para suspendermos", afirmou.
No ano passado, o governo reduziu o percentual da mistura de 25% para 20% por três meses, por causa do aumento do preço do álcool combustível aos consumidores e de problemas de abastecimento em alguns Estados. Segundo o Ministério da Agricultura, o corte representou cerca de 100 milhões de litros de etanol a mais disponíveis no mercado por mês. Em abril deste ano, o governo ampliou a margem da mistura do álcool anidro na gasolina. O intervalo, que variava entre 20% e 25%, passou para 18% a 25%.
A safra de cana está caindo desde 2008, quando teve uma quebra de 6%. De acordo com Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), em entrevista a ÉPOCA, isso aconteceu por causa dos custos de produção da cana, que subiram e não foram corrigidos para que o etanol pudesse continuar competitivo em relação ao petróleo, e da crise financeira internacional, que deixou algumas empresas do setor em dificuldade. Segundo Jank, se o etanol continuar perdendo competitividade, os consumidores podem passar a comprar apenas gasolina e o carro flex pode desaparecer.
Além dessa medida de segurança contra desabastecimento do mercado e de preços altos, o ministro disse que o governo deve implementar medidas já anunciadas que beneficiam o setor sucroalcooleiro, como financiar a produção e o armazenamento de etanol e o aporte de recursos para Petrobras Biocombustível. A previsão é que essas medidas sejam anunciadas nos próximos dias.
Por Época


