Encontro com camareira foi 'falha moral', diz DSK
O ex-diretor-geral do FMI Dominique Strauss-Kahn concedeu sua primeira entrevista desde sua prisão, em Nova York, sob acusação de tentar estuprar a camareira Nafissatou Diallo. Há alguns dias, o caso foi arquivado porque a promotoria nova-iorquina considerou que Diallo não era uma testemunha confiável. Na entrevista, concedida a Claire Chazal, amiga de sua mulher e apresentadora do canal francês TF1, Strauss-Kahn confirmou que desistiu de disputar a presidência da França – ele era o favorito antes do escândalo – e negou a tentativa de estupro. Como conta o site do canal francês France 24, Strauss-Kahn não negou o encontro de sete minutos com Nafissatou:
“O que aconteceu não envolveu violência, constrangimento, agressão ou qualquer ato criminoso. Os promotores disseram isso, não eu. O que aconteceu não foi apenas um encontro inapropriado, é mais que isso. Foi um erro. Um erro que atingiu minha mulher, meus filhos, meus amigos e o povo francês que havia depositado em mim suas esperanças de mudança.” (…) Strauss-Kahn descreveu o encontro como uma “falha moral da qual eu não estou orgulhoso”, mas insistiu que os investigadores não acharam “nenhum arranhão, nenhum ferimentos, nenhum sinal de violência” em seu corpo.Strauss-Kahn também foi questionado sobre um suposto ataque contra a escritora Tristane Banon, filha de uma amiga da família e 30 anos mais nova que ele. Tristane acusa Strauss-Kahn de tentar estuprá-la em um flat em Paris, em 2003. Na semana passada, ele foi ouvido em um inquérito aberto sobre o caso:
Novamente Strauss-Kahn não negou que houve um encontro, mas disse: “Eu fui ouvido como testemunha. Eu disse a verdade, que não houve agressão ou violência nesse encontro. Não vou dizer mais nada”. “A versão relatada é imaginária, difamatória”, disse. Apesar das negativas, no entanto, ele admitiu que “obviamente” não seria candidato na eleição presidencial do ano que vem, e que não teria papel algum no debate sobre a primária [de seu partido] Socialista. Ele disse que era “hora de refletir” antes de decidir se vai continuar sua carreira política.Ao que parece, DSK, como é conhecido, está fazendo um recuo estratégico em sua carreira política. Em meio ao escândalo, nega que seja um criminoso, mas sim um mulherengo inveterado, um problema menor. Afinal, se Anne Sinclair, a mulher de DSK não liga para isso, por que os eleitores se importariam?
Por Época


