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Na TV, Strauss-Kahn reconhece 'relação inapropriada' e 'falha moral'

O ex-diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn reconheceu neste domingo na televisão que manteve uma "relação inapropriada" e que cometeu uma "falha moral" quando estava hospedado no hotel Sofitel, de Nova York. Na época, Strauss-Kahn foi denunciado por tentativa de estupro e outros abusos por uma camareira do hotel.
"O que houve foi uma relação inapropriada", afirmou Strauss-Kahn, entrevistado pela rede de TV privada francesa TF1, antes de afirmar que foi "mais grave que uma debilidade: foi uma falha moral".
Ele disse ainda que seu encontro com a camareira Nafissatou Diallo, ocorrido em 14 de maio, "não envolveu violência", mas foi "um erro". "Eu me arrependo infinitamente", afirmou.
No entanto, ele reiterou que Diallo mentiu sobre o episódio. Foi a primeira vez que Strauss-Kahn deu explicações públicas desde que foi acusado pela camareira de tentativa de estupro e abuso sexual.
O ex-diretor do FMI --que até maio era o grande favorito socialista para a eleição presidencial francesa de 2012-- foi entrevistado às 20h (15h de Brasília) por Claire Chazal, apresentadora do telejornal do canal TF1, amiga de sua mulher, Anne Sinclair.
Com exceção de poucas palavras pronunciadas em 23 de agosto em Nova York, depois que a Justiça americana arquivou as acusações apresentadas por Nafissatou Diallo, uma guineana de 32 anos, o ex-diretor do FMI ainda não havia faloadoem público.
Segundo o "Journal du Dimanche", Strauss-Kahn "dará explicações e pedirá desculpas", duas semanas depois de ter retornado a França, onde é objeto de uma denúncia similar apresentada pela jornalista e escritora Tristane Banon, de 32 anos, por fatos acontecidos em 2003.
Uma pesquisa mostrou que 53% dos franceses esperam que neste domingo DSK anuncie a saída da vida política e 35% querem uma explicação sobre o que aconteceu em Nova York.
Organizações feministas protestaram contra a entrevista e convocaram uma manifestação diante da emissora.

Por Folha