|

Chuva já matou 20 em Sapucaia; família morta em Fusca é enterrada

A Defesa Civil estadual anunciou que mais um corpo foi encontrado no final da manhã desta quinta-feira em Jamapará, distrito de Sapucaia (a 145 km do Rio).
Agora, são 20 mortes confirmadas na cidade -- 19 em decorrência do deslizamento de terra que atingiu 8 casas em Jamapará e 1 óbito decorrente de uma casa que desabou no município.
O enterro coletivo das cinco pessoas que estavam no Fusca soterrado na madrugada de segunda (9) foi realizado hoje de manhã no cemitério do distrito de Jamapará.
Os corpos foram encontrados na tarde de ontem (11). Por causa da forte chuva, os cinco integrantes decidiram se refugiar no carro temendo que a casa em que moravam desabasse. Minutos depois, o Fusca foi soterrado pela avalanche de pedra e lama. Já a casa ficou praticamente intacta. A lama chegou apenas na varanda e na cozinha.
 
ESTADO
 
O último balanço divulgado pela Defesa Civil do Rio aponta que 14.920 pessoas tiveram que deixar suas casas em decorrência das chuvas em todo o Estado.
Cardoso Moreira e Campos dos Goytacazes têm o maior número de moradores fora de casa. Enquanto na primeira há 4.004 desalojadas (estão em casas de amigos e parentes) e 1.368 desabrigados (dependem de abrigos públicos), na segunda o número passou para 3.884 desalojados e 1.028 desabrigados.
 
AJUDA
 
O governo federal anunciou ontem que vai transferir R$ 75 milhões para os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, que enfrentam uma série de prejuízos devido às fortes chuvas.
O valor está previsto em medida provisória do início do mês que reabriu créditos de R$ 482,8 milhões para ações de prevenção e resposta às enchentes. Os recursos devem ser disponibilizados na próxima semana. Ao todo, Minas Gerais será beneficiado com R$ 30 milhões, Rio de Janeiro vai receber R$ 25 milhões e Espírito Santo, R$ 20 milhões.
O apoio financeiro será dado por meio do cartão da Defesa Civil, criado em abril do ano passado para agilizar o repasse de recursos a municípios e Estados em situação de emergência ou estado de calamidade pública.
Destinado aos gestores públicos, o cartão poderá ser usado, por exemplo, para a compra de combustível, alimento e aluguel social. Segundo o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional), a quantia será usada para suprir "todas as despesas necessárias ao restabelecimento da situação anterior ao quadro de desastres".

Por Folha