EUA abrem mercado para carne suína brasileira
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, anunciou na tarde desta terça-feira (10) a abertura do mercado norte-americano para a carne suína brasileira. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, na sigla em inglês) reconheceu a equivalência do serviço brasileiro de inspeção de carne suína e autorizou a habilitação de matadouros-frigoríficos de Santa Catarina para exportação de carne suína in natura para o país.
“Isso [abertura do mercado norte-americano] para a economia é extraordinário. Agora vem Japão e Coreia”, disse o ministro por telefone ao governador Raimundo Colombo (PSD), de Santa Catarina, único Estado reconhecido internacionalmente como livre de febre aftosa sem necessidade de vacinação e que concentra grande parte da produção nacional de suínos. “O embargo da Rússia nos atrapalhou muito. Agora estabelecemos um outro patamar”, complementou logo depois a jornalistas recebidos em seu gabinete.
De acordo com o governo de Santa Catarina, as exportações começarão após a habilitação dos estabelecimentos e missões empresariais, o que deve ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano. "Os Estados Unidos importam 400 mil toneladas/ano e exportam 900 mil toneladas/ano, e a expectativa do governo de Santa Catarina é vender 40 mil toneladas/ano a partir de 2012", afirma nota publicada no site do Estado.
Para os Estados livres de aftosa com vacinação, o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar dos Estados Unidos autorizou a habilitação de unidades para exportação de carne suína cozida e processada, desde que a industrialização ocorra em estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) e habilitados como produtores de matéria-prima. Nos demais Estados, o Ministério da Agricultura (Mapa) ainda fará uma supervisão nas plantas.
Na próxima semana sairá uma lista oficial com seis plantas, de três empresas, localizadas em Santa Catarina, que estarão habilitadas a começar a vender para os Estados Unidos. Mendes Ribeiro disse que elas já foram selecionadas e receberão um comunicado ainda nesta semana.
Apesar de importarem grande quantidade de carne suína, os Estados Unidos também exportam, o que pode dificultar aos produtores brasileiros conseguir exportar grandes volumes para o país. No entanto, o reconhecimento norte-americano pode ajudar a derrubar barreiras nas negociações, que já duram anos, com dois dos maiores importadores mundiais de carne suína: o Japão e a Coreia, mercados de mais de US$ 1 bilhão em importações do produto.
“Os Estados Unidos permitiram que nós escolhêssemos as plantas frigoríficas. Não tem limite de indústrias. Podemos indicar quantas atenderem os requisitos. É um voto de confiança”, disse Luiz Carlos Oliveira, diretor do Departamento Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa).
O Ministério da Agricultura informou que a principal preocupação dos Estados Unidos dizia respeito à falta de fiscais federais agropecuários nos estabelecimentos habilitados, mas a pasta já se comprometeu a atender a exigência.
Outra boa notícia do agronegócio brasileiro também foi anunciada nesta terça-feira (10), pelo ministro Mendes Ribeiro Filho: as exportações do setor registraram um novo recorde em 2011, somando US$ 94,59 bilhões, valor 24% superior ao alcançado em 2010 (de US$ 76,4 bilhões) e o maior desde 1997, quando teve início a série histórica que mede os resultados deste setor.
“Isso [abertura do mercado norte-americano] para a economia é extraordinário. Agora vem Japão e Coreia”, disse o ministro por telefone ao governador Raimundo Colombo (PSD), de Santa Catarina, único Estado reconhecido internacionalmente como livre de febre aftosa sem necessidade de vacinação e que concentra grande parte da produção nacional de suínos. “O embargo da Rússia nos atrapalhou muito. Agora estabelecemos um outro patamar”, complementou logo depois a jornalistas recebidos em seu gabinete.
De acordo com o governo de Santa Catarina, as exportações começarão após a habilitação dos estabelecimentos e missões empresariais, o que deve ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano. "Os Estados Unidos importam 400 mil toneladas/ano e exportam 900 mil toneladas/ano, e a expectativa do governo de Santa Catarina é vender 40 mil toneladas/ano a partir de 2012", afirma nota publicada no site do Estado.
Para os Estados livres de aftosa com vacinação, o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar dos Estados Unidos autorizou a habilitação de unidades para exportação de carne suína cozida e processada, desde que a industrialização ocorra em estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) e habilitados como produtores de matéria-prima. Nos demais Estados, o Ministério da Agricultura (Mapa) ainda fará uma supervisão nas plantas.
Na próxima semana sairá uma lista oficial com seis plantas, de três empresas, localizadas em Santa Catarina, que estarão habilitadas a começar a vender para os Estados Unidos. Mendes Ribeiro disse que elas já foram selecionadas e receberão um comunicado ainda nesta semana.
Apesar de importarem grande quantidade de carne suína, os Estados Unidos também exportam, o que pode dificultar aos produtores brasileiros conseguir exportar grandes volumes para o país. No entanto, o reconhecimento norte-americano pode ajudar a derrubar barreiras nas negociações, que já duram anos, com dois dos maiores importadores mundiais de carne suína: o Japão e a Coreia, mercados de mais de US$ 1 bilhão em importações do produto.
“Os Estados Unidos permitiram que nós escolhêssemos as plantas frigoríficas. Não tem limite de indústrias. Podemos indicar quantas atenderem os requisitos. É um voto de confiança”, disse Luiz Carlos Oliveira, diretor do Departamento Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa).
O Ministério da Agricultura informou que a principal preocupação dos Estados Unidos dizia respeito à falta de fiscais federais agropecuários nos estabelecimentos habilitados, mas a pasta já se comprometeu a atender a exigência.
Exportações do agronegócio batem recorde
Por Época


