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Sem fiscalização, diques arriscam a vida de milhares

As mortes e o prejuízo que, todos os anos, acompanham as previsíveis chuvas de verão não podem ser colocados apenas na conta da natureza, como gostariam alguns governantes. A falta de infraestrutura contribui, e muito, para aumentar o poder destrutivo dos temporais.
Tome-se como exemplo as barragens e diques que represam a água de milhares de rios no país. Ninguém sabe ao certo quantas estruturas dessas existem. Só no final de 2013 o governo federal estima que possa ter um relatório sobre o número e a situação das represas. Isso se os estados cumprirem os prazos estabelecidos por uma lei aprovada em 2010 e enviarem os dados para a Agência Nacional de Águas (ANA).
Hoje, o órgão fiscaliza 130 barragens em rios federais (que cortam mais de um estado). O número é insignificante perto da realidade. Levantamento feito via satélite pelo Ministério da Integração Nacional e pela ANA em 2009 já mostrava 23.036 espelhos d'água com mais de 20 hectares de largura no país. Desses, não se sabe quantos foram construídos para represar água ou quais oferecem riscos a populações que vivem perto da água.

Por Veja