Silicone opõe pacientes e médicos ao governo
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quinta-feira que ainda será acertado “um consenso” sobre o atendimento às mulheres com próteses de silicone rompidas das marcas francesa Poly Implant Prothese (PIP) e holandesa Rofil. Padilha ressaltou que “a decisão” é que a rede pública e os planos de saúde têm que bancar a solução dos problemas das pacientes com implantes PIP e Rofil - como foi informado na quarta-feira -, mas que ainda será acertado o protocolo de atendimento. Mais cedo, a ANS informou que os planos de saúde teriam que pagar pela retirada das próteses rompidas, mas que só substituiriam os implantes colocados para reconstrução da mama, indicada em casos de lesões traumáticas ou tumores e sem finalidade estética.Na próxima sexta, representantes do Ministério da Saúde, da Anvisa e da ANS voltam a se reunir para definir o atendimento e questões como qual exame será adotado para identificar a ruptura. As autoridades de saúde vão acertar ainda o acompanhamento das mulheres com implantes das marcas sem sinais de ruptura.
- Nós vamos sentar com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e a Sociedade Brasileira de Mastologia para definir esse consenso, inclusive qual a melhor forma de conduzir isso em relação a essas mulheres - disse o ministro à Agência Brasil.
Segundo Padilha, é preciso ter "indicações" para a retirada das próteses, avaliar se é necessário, ou não, colocar nova prótese.
- O SUS (Sistema Único de Saúde) e os planos de saúde têm que arcar com a resolução do problema de saúde das mulheres em função de prótese, qualquer que tenha sido a motivação para colocar a prótese (cirurgia reparadora ou fim estético) - acrescentou.
As pacientes serão chamadas para avaliação clínica. Para saber se é portadora de uma prótese da PIP ou Rofil, a mulher deve consultar o médico ou hospital onde fez a operação, que dispõem dessas informações.
As sociedades médicas e a Anvisa descartam uma retirada preventiva das próteses. A orientação é procurar o médico para uma avaliação clínica.
Estima-se que 12,5 mil mulheres têm implantes PIP e 7 mil da Rofil. Desde 2010, a Anvisa registrou queixas de 39 pacientes que relataram ruptura da prótese da PIP. Há reclamações também contra a Rofil, mas nenhum número foi informado.
- Nós vamos sentar com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e a Sociedade Brasileira de Mastologia para definir esse consenso, inclusive qual a melhor forma de conduzir isso em relação a essas mulheres - disse o ministro à Agência Brasil.
Segundo Padilha, é preciso ter "indicações" para a retirada das próteses, avaliar se é necessário, ou não, colocar nova prótese.
- O SUS (Sistema Único de Saúde) e os planos de saúde têm que arcar com a resolução do problema de saúde das mulheres em função de prótese, qualquer que tenha sido a motivação para colocar a prótese (cirurgia reparadora ou fim estético) - acrescentou.
As pacientes serão chamadas para avaliação clínica. Para saber se é portadora de uma prótese da PIP ou Rofil, a mulher deve consultar o médico ou hospital onde fez a operação, que dispõem dessas informações.
As sociedades médicas e a Anvisa descartam uma retirada preventiva das próteses. A orientação é procurar o médico para uma avaliação clínica.
Estima-se que 12,5 mil mulheres têm implantes PIP e 7 mil da Rofil. Desde 2010, a Anvisa registrou queixas de 39 pacientes que relataram ruptura da prótese da PIP. Há reclamações também contra a Rofil, mas nenhum número foi informado.


