Falta visão estratégica para Dilma na área ambiental, diz Marina
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou nesta terça-feira (6) que "está faltando visão estratégica para a presidente Dilma [Rousseff] na área ambiental".
Marina, que foi ministra de Lula, participou em São Paulo do lançamento de um manifesto de ONGs verdes que acusa o governo Dilma de promover o maior retrocesso na agenda ambiental desde o final da ditadura militar (1964-1985).
O ponto considerado mais emblemático pelas ONGs é a reformulação do Código Florestal, mas a lista de problemas inclui ainda a interrupção da criação de unidades de conservação ambiental, a redução de áreas de preservação e a diminuição dos poderes do Ibama (instituto brasileiro do meio ambiente) e do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Para Marina, "é dramático o que está acontecendo" com o país, que, na visão dela, começa a "repetir modelos fracassados de desenvolvimento".
Segundo a ex-ministra, enquanto "100% das demandas do atraso são contempladas", o Brasil "está perdendo o bonde da história".
Marina, que durante o governo Lula travou disputa interna com a então colega Dilma (que ocupou Minas e Energia e Casa Civil) em temas ambientais, disse ter "esperança de que a presidente possa corrigir os rumos de seu governo".
A ex-ministra disse ainda que, se for mantida a atual orientação do governo, o "Brasil colocará uma pá de cal na memória da Eco 92" durante o evento internacional Rio + 20.
NOVA MENTALIDADE
Durante o lançamento do manifesto, Márcio Santilli, sócio-fundador do ISA (Instituto Socioambiental), afirmou que as críticas feitas pelas ONGs não miravam necessariamente a atual ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
"Ela [Dilma] precisa mudar a cabeça dela (...) A mera troca de pessoas não vai reverter essa situação sinistra", disse Santilli.
Para ele, que foi presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio) no governo Fernando Henrique Cardoso, o governo Dilma está "rifando o patrimônio socioambiental do país" e colocando o Brasil "na retaguarda de um processo civilizatório do qual já estivemos na dianteira".
"O que estamos fazendo é jogar no lixo aquilo que gerações de brasileiros acumularam com sacrifício ao longo dos anos", afirmou Santilli.
Marina, que foi ministra de Lula, participou em São Paulo do lançamento de um manifesto de ONGs verdes que acusa o governo Dilma de promover o maior retrocesso na agenda ambiental desde o final da ditadura militar (1964-1985).
O ponto considerado mais emblemático pelas ONGs é a reformulação do Código Florestal, mas a lista de problemas inclui ainda a interrupção da criação de unidades de conservação ambiental, a redução de áreas de preservação e a diminuição dos poderes do Ibama (instituto brasileiro do meio ambiente) e do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Para Marina, "é dramático o que está acontecendo" com o país, que, na visão dela, começa a "repetir modelos fracassados de desenvolvimento".
Segundo a ex-ministra, enquanto "100% das demandas do atraso são contempladas", o Brasil "está perdendo o bonde da história".
Marina, que durante o governo Lula travou disputa interna com a então colega Dilma (que ocupou Minas e Energia e Casa Civil) em temas ambientais, disse ter "esperança de que a presidente possa corrigir os rumos de seu governo".
A ex-ministra disse ainda que, se for mantida a atual orientação do governo, o "Brasil colocará uma pá de cal na memória da Eco 92" durante o evento internacional Rio + 20.
NOVA MENTALIDADE
Durante o lançamento do manifesto, Márcio Santilli, sócio-fundador do ISA (Instituto Socioambiental), afirmou que as críticas feitas pelas ONGs não miravam necessariamente a atual ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
"Ela [Dilma] precisa mudar a cabeça dela (...) A mera troca de pessoas não vai reverter essa situação sinistra", disse Santilli.
Para ele, que foi presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio) no governo Fernando Henrique Cardoso, o governo Dilma está "rifando o patrimônio socioambiental do país" e colocando o Brasil "na retaguarda de um processo civilizatório do qual já estivemos na dianteira".
"O que estamos fazendo é jogar no lixo aquilo que gerações de brasileiros acumularam com sacrifício ao longo dos anos", afirmou Santilli.
Por Folha


