Ministério Público denuncia 5 por questões antecipadas do Enem
O Ministério Público Federal (MPF) no Ceará denunciou na Justiça Federal cinco pessoas envolvidas na antecipação de questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011. Foram dois funcionários do Colégio Christus, outros dois do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e um da Fundação Cesgranrio.
Em janeiro deste ano o MPF decidiu devolver à Polícia Federal o inquérito que apurou a antecipação por ter considerado que as investigações não eram, até então, esclarecedoras e precisavam ser aprofundadas. Agora, novamente de posse da investigação, a procuradora da República Maria Candelária de Di Ciero decidiu apresentar as denúncias.
Um professor e uma coordenadora do Christus foram denunciados por utilização e divulgação indevida de material sigiloso. Segundo as investigações da Polícia Federal, as 14 questões antecipadas para os vestibulandos da escola foram copiadas de cadernos de um pré-teste aplicado aos alunos do colégio em 2010. A coordenadora teve acesso aos cadernos de prova. Já o professor, conforme o inquérito, foi o responsável por distribuir as questões copiadas aos 1139 alunos do cursinho e do 3º ano.
Quando a PF enviou o inquérito para o MPF pela primeira vez, a defesa do Colégio Christus e de seus dois funcionários indiciados pela Polícia Federal avaliou que a investigação policial havia sido “direcionada”. O advogado Sérgio Rebouças chamou atenção para o fato de a PF não saber como as perguntas foram copiadas para que chegassem ao poder do professor e depois fossem repassadas aos alunos.
Os funcionários do Inep responderão por falsidade ideológica por terem negado que houvesse possibilidade de se conseguir os cadernos de provas do pré-teste. A procuradora Maria Candelária alega que os denunciados agiram dessa forma para “acobertar a extensão do vazamento das provas do pré-teste”.
Já a representante da Cesgranrio, empresa contratada pelo Inep para aplicar o pré-teste, responderá por ter disponibilizado os cadernos dos pré-testes para a coordenadora que não havia assinado o termo de sigilo. Portanto, ela não tinha autorização legal para ter acesso aos cadernos de questões do pré-teste. Em janeiro deste ano o iG mostrou que a Cesgranrio afastou o representante no Ceará que aplicou em outubro de 2010 o pré-teste para os alunos do Christus.
Um professor e uma coordenadora do Christus foram denunciados por utilização e divulgação indevida de material sigiloso. Segundo as investigações da Polícia Federal, as 14 questões antecipadas para os vestibulandos da escola foram copiadas de cadernos de um pré-teste aplicado aos alunos do colégio em 2010. A coordenadora teve acesso aos cadernos de prova. Já o professor, conforme o inquérito, foi o responsável por distribuir as questões copiadas aos 1139 alunos do cursinho e do 3º ano.
Quando a PF enviou o inquérito para o MPF pela primeira vez, a defesa do Colégio Christus e de seus dois funcionários indiciados pela Polícia Federal avaliou que a investigação policial havia sido “direcionada”. O advogado Sérgio Rebouças chamou atenção para o fato de a PF não saber como as perguntas foram copiadas para que chegassem ao poder do professor e depois fossem repassadas aos alunos.
Os funcionários do Inep responderão por falsidade ideológica por terem negado que houvesse possibilidade de se conseguir os cadernos de provas do pré-teste. A procuradora Maria Candelária alega que os denunciados agiram dessa forma para “acobertar a extensão do vazamento das provas do pré-teste”.
Já a representante da Cesgranrio, empresa contratada pelo Inep para aplicar o pré-teste, responderá por ter disponibilizado os cadernos dos pré-testes para a coordenadora que não havia assinado o termo de sigilo. Portanto, ela não tinha autorização legal para ter acesso aos cadernos de questões do pré-teste. Em janeiro deste ano o iG mostrou que a Cesgranrio afastou o representante no Ceará que aplicou em outubro de 2010 o pré-teste para os alunos do Christus.
Por iG


