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PIB fraco no 1º ano de Dilma pressiona BC a reduzir juros

Estatísticas divulgadas ontem pelo IBGE mostraram que o país cresceu apenas 2,7% no ano passado, aumentando a pressão para que o Banco Central acelere a redução dos juros e reforçando a disposição do governo de socorrer a indústria, o setor mais enfraquecido da economia.
A expansão do PIB (Produto Interno Bruto) no quarto trimestre, ante o terceiro, foi de apenas 0,3%, uma recuperação modesta depois do crescimento nulo registrado nos três meses anteriores.
O desempenho do primeiro ano do governo Dilma Rousseff contrasta com os resultados alcançados por seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PIB cresceu em média 4,1% ao ano com Lula e 7,5% em 2010, último ano de seu mandato.
O PIB é a soma das riquezas produzidas em determinado intervalo de tempo. Apesar do crescimento modesto, o PIB brasileiro somou R$ 4,143 trilhões em 2011 em valores correntes, ultrapassando pela primeira vez a marca de R$ 4 trilhões.
Os números do IBGE mostram também que a economia cresceu num ritmo muito mais lento do que o desejado por Dilma, que, no início do governo, sonhava com um crescimento de 5% e estabeleceu como meta para este ano uma expansão de 4%.
A equipe econômica de Dilma acredita que o fraco desempenho dá ao Banco Central condições de acelerar a redução dos juros, o que estimularia a reação da atividade econômica.
 
2012
 
Apesar do resultado abaixo do esperado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, acredita que para 2012 a economia deverá seguir trajetória de crescimento maior que o de 2011, fechando o ano em torno de 4,5%.

Por Folha