Serra acusa governo federal de favorecer candidatura do petista Fernando Haddad
Em seu primeiro dia de campanha na rua, o pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, acusou o governo federal de estar "se mexendo muito" para favorecer a candidatura do petista Fernando Haddad. Serra, que visitou o tradicional bar Frangó, na zona Norte de São Paulo, disse considerar o fato “estranho”. "É legítimo que os partidos se movimentem, mas aí é mexida de governo mesmo, muitas vezes por questão de apoio político", disse, referindo-se à nomeação de Marcelo Crivella (PRB-RJ) como ministro da Pesca, uma decisão tomada para atrair o apoio dos evangélicos à candidatura de Haddad.
Ao criticar a postura do governo federal em relação à disputa eleitoral em São Paulo, Serra confirmou o tom do embate que acontecerá na maior cidade do Brasil. Na carta em que formalizou sua candidatura, ele enfatizou que a disputa será entre "duas visões de Brasil", e afirmou que sua decisão foi movida pelos “dissabores que o processo democrático tem enfrentado diante do avanço da hegemonia de uma força política, o peso e a importância de São Paulo nesse processo".
Ao mencionar uma ação sua como prefeito, Serra aproveitou para fazer nova crítica ao governo federal. Ele falava sobre o plano de ampliação do metrô de São Paulo, e disse que a prefeitura pagou o projeto para viabilizar uma nova linha de metrô que irá até a zona norte da Capital. A ação foi feita em parceria com o governo do Estado, que pretende viabilizar o plano por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). "Metrô com projeto é meio caminho andado. Grande parte dos problemas de paralisação de obras federais, como a Transnordestina e a transposição do Rio São Francisco, se deve ao fato de não haver projeto, mas nós temos um excelente projeto aqui", afirmou.
Serra defendeu o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que tem sido criticado por membros do seu partido por ter feito aliança com o PSDB. "Eu não acho desconfortável. O PSD tem aliança conosco não apenas em São Paulo, mas também em Curitiba, Goiânia e Belém", disse. "Que houve aqui uns problemas no início, houve, mas na prática é uma questão que foi superada com nossa aliança e vai ser superada no trabalho conjunto de campanha."
O pré-candidato tucano afirmou que escolheu a zona norte para iniciar sua campanha para "dar sorte". Isso porque, segundo ele, o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, que fica na região, foi inaugurado durante seu mandato como prefeito. "Era um mercado inacabado desde 1988, e em 2004, em menos de um ano, transformei em centro cultural. Talvez isoladamente foi uma das melhores coisas que fiz na minha vida", orgulhou-se, sem aparentemente se importar com as vaias de um grupo de jovens. "Isso é normal, a vida é assim na política. Não é uma questão de gratidão, fiz o centro para milhares de jovens da zona Norte, muitos desses que estão aqui hoje não sabem que foi eu que fiz."
Pesquisa - Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, Serra subiu nove pontos e lidera a disputa, com 30% da intenções de voto. O candidato, no entanto, disse que ainda é muito cedo para se falar sobre o assunto. "É muito cedo e as pesquisas são sempre relativas. É preciso ver com cautela, ainda mais agora, que nem sou o candidato ainda", disse. "Pesquisa a gente sabe, é sempre um vai-e-vem. Já estou habituado, tenho pós-doutorado".
Ao criticar a postura do governo federal em relação à disputa eleitoral em São Paulo, Serra confirmou o tom do embate que acontecerá na maior cidade do Brasil. Na carta em que formalizou sua candidatura, ele enfatizou que a disputa será entre "duas visões de Brasil", e afirmou que sua decisão foi movida pelos “dissabores que o processo democrático tem enfrentado diante do avanço da hegemonia de uma força política, o peso e a importância de São Paulo nesse processo".
Ao mencionar uma ação sua como prefeito, Serra aproveitou para fazer nova crítica ao governo federal. Ele falava sobre o plano de ampliação do metrô de São Paulo, e disse que a prefeitura pagou o projeto para viabilizar uma nova linha de metrô que irá até a zona norte da Capital. A ação foi feita em parceria com o governo do Estado, que pretende viabilizar o plano por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). "Metrô com projeto é meio caminho andado. Grande parte dos problemas de paralisação de obras federais, como a Transnordestina e a transposição do Rio São Francisco, se deve ao fato de não haver projeto, mas nós temos um excelente projeto aqui", afirmou.
Serra defendeu o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que tem sido criticado por membros do seu partido por ter feito aliança com o PSDB. "Eu não acho desconfortável. O PSD tem aliança conosco não apenas em São Paulo, mas também em Curitiba, Goiânia e Belém", disse. "Que houve aqui uns problemas no início, houve, mas na prática é uma questão que foi superada com nossa aliança e vai ser superada no trabalho conjunto de campanha."
O pré-candidato tucano afirmou que escolheu a zona norte para iniciar sua campanha para "dar sorte". Isso porque, segundo ele, o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, que fica na região, foi inaugurado durante seu mandato como prefeito. "Era um mercado inacabado desde 1988, e em 2004, em menos de um ano, transformei em centro cultural. Talvez isoladamente foi uma das melhores coisas que fiz na minha vida", orgulhou-se, sem aparentemente se importar com as vaias de um grupo de jovens. "Isso é normal, a vida é assim na política. Não é uma questão de gratidão, fiz o centro para milhares de jovens da zona Norte, muitos desses que estão aqui hoje não sabem que foi eu que fiz."
Pesquisa - Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, Serra subiu nove pontos e lidera a disputa, com 30% da intenções de voto. O candidato, no entanto, disse que ainda é muito cedo para se falar sobre o assunto. "É muito cedo e as pesquisas são sempre relativas. É preciso ver com cautela, ainda mais agora, que nem sou o candidato ainda", disse. "Pesquisa a gente sabe, é sempre um vai-e-vem. Já estou habituado, tenho pós-doutorado".
Por Veja


