França diz que jornalista já pode ser considerado refém das Farc
O Ministério das Relações Exteriores da França disse nesta segunda-feira
que as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) são
responsáveis pelo sequestro do jornalista francês Romeo Langlois,
capturado no sábado (28) quando fazia uma reportagem sobre uma operação
do Exército colombiano contra o narcotráfico.
"Apesar de não existir reivindicação formal de seu sequestro, consideramos, de acordo com as autoridades colombianas, que nosso compatriota está muito provavelmente em mãos das Farc", disse um porta-voz do ministério.
O funcionário acrescentou que a França considera as Farc "responsáveis pela situação de Langlois" e lembrou que a guerrilha "se comprometeu publicamente a renunciar aos sequestros".
"Pedimos respeito a este compromisso e solicitamos a libertação imediata de Langlois", afirmou. O jornalista é correspondente na Colômbia da emissora "France 24" e do jornal "Le Figaro".
O repórter foi ferido e capturado junto com outros cinco soldados colombianos, que foram posteriormente libertados.
O porta-voz reiterou que as autoridades francesas trabalham em colaboração com as colombianas para conseguir a libertação do jornalista.
DÚVIDAS
Mais cedo, o chanceler francês, Alain Juppé, havia dito que "não há certeza absoluta" de que o jornalista seja refém das Farc.
"Segundo as declarações das autoridades colombianas, em particular do ministro da Defesa (Juan Carlos Pinzón), é verossímil que Romeo Langlois, correspondente do canal de notícias France 24, tenha sido sequestrado pelas Farc, mas não temos certeza absoluta disso", declarou Juppé.
"Langlois acompanhava o Exército colombiano. Aparentemente foi tomado como refém neste momento, mas não temos uma certeza absoluta. Estamos em contato permanente com as autoridades colombianas para trabalhar por sua libertação", completou.
Ontem, Juppé havia afirmado que o correspondente era prisioneiro das Farc. Segundo o governo francês, o jornalista teria sido sequestrado pela guerrilha e ferido no braço esquerdo durante combate entre as Farc e o Exército da Colômbia.
OPERAÇÃO
Pinzón relatou ontem que unidades da Brigada contra o Narcotráfico, acompanhadas da polícia e do jornalista ingressaram no sábado (28) em uma região rural em Caquetá.
Após destruir um laboratório, do qual retiraram 400 quilogramas de pasta base de coca, as unidades tentaram ingressar em outra área na qual se preparavam para repetir a operação, mas ali encontraram guerrilheiros que atacaram o batalhão.
Pinzón disse ainda que, segundo os militares, os combates foram muito intensos e duraram várias horas, nas quais houve momentos de enfrentamento a curta distância.
Quatro militares morreram e oito foram feridos no confronto, segundo as autoridades colombianas. Cinco soldados que estavam desaparecidos foram encontrados pela tropa horas depois.
SEQUESTROS
No começo de abril, as Farc libertaram dez policiais e militares que mantinham sequestrados há mais de 12 anos, e que eram seus últimos reféns militares.
A guerrilha tinha emitido um comunicado em março anunciando a renúncia ao sequestro de civis com fins extorsivos.
O ataque mais violento das Farc neste ano aconteceu em março, quando 11 militares morreram em Arauquita, próximo à fronteira com a Venezuela.
As Farc, principal guerrilha esquerdista da Colômbia com mais de 45 anos de existência, conta com cerca de 9.200 combatentes, segundo o Ministério da Defesa.
"Apesar de não existir reivindicação formal de seu sequestro, consideramos, de acordo com as autoridades colombianas, que nosso compatriota está muito provavelmente em mãos das Farc", disse um porta-voz do ministério.
O funcionário acrescentou que a França considera as Farc "responsáveis pela situação de Langlois" e lembrou que a guerrilha "se comprometeu publicamente a renunciar aos sequestros".
"Pedimos respeito a este compromisso e solicitamos a libertação imediata de Langlois", afirmou. O jornalista é correspondente na Colômbia da emissora "France 24" e do jornal "Le Figaro".
O repórter foi ferido e capturado junto com outros cinco soldados colombianos, que foram posteriormente libertados.
O porta-voz reiterou que as autoridades francesas trabalham em colaboração com as colombianas para conseguir a libertação do jornalista.
DÚVIDAS
Mais cedo, o chanceler francês, Alain Juppé, havia dito que "não há certeza absoluta" de que o jornalista seja refém das Farc.
"Segundo as declarações das autoridades colombianas, em particular do ministro da Defesa (Juan Carlos Pinzón), é verossímil que Romeo Langlois, correspondente do canal de notícias France 24, tenha sido sequestrado pelas Farc, mas não temos certeza absoluta disso", declarou Juppé.
"Langlois acompanhava o Exército colombiano. Aparentemente foi tomado como refém neste momento, mas não temos uma certeza absoluta. Estamos em contato permanente com as autoridades colombianas para trabalhar por sua libertação", completou.
Ontem, Juppé havia afirmado que o correspondente era prisioneiro das Farc. Segundo o governo francês, o jornalista teria sido sequestrado pela guerrilha e ferido no braço esquerdo durante combate entre as Farc e o Exército da Colômbia.
OPERAÇÃO
Pinzón relatou ontem que unidades da Brigada contra o Narcotráfico, acompanhadas da polícia e do jornalista ingressaram no sábado (28) em uma região rural em Caquetá.
Após destruir um laboratório, do qual retiraram 400 quilogramas de pasta base de coca, as unidades tentaram ingressar em outra área na qual se preparavam para repetir a operação, mas ali encontraram guerrilheiros que atacaram o batalhão.
Pinzón disse ainda que, segundo os militares, os combates foram muito intensos e duraram várias horas, nas quais houve momentos de enfrentamento a curta distância.
Quatro militares morreram e oito foram feridos no confronto, segundo as autoridades colombianas. Cinco soldados que estavam desaparecidos foram encontrados pela tropa horas depois.
SEQUESTROS
No começo de abril, as Farc libertaram dez policiais e militares que mantinham sequestrados há mais de 12 anos, e que eram seus últimos reféns militares.
A guerrilha tinha emitido um comunicado em março anunciando a renúncia ao sequestro de civis com fins extorsivos.
O ataque mais violento das Farc neste ano aconteceu em março, quando 11 militares morreram em Arauquita, próximo à fronteira com a Venezuela.
As Farc, principal guerrilha esquerdista da Colômbia com mais de 45 anos de existência, conta com cerca de 9.200 combatentes, segundo o Ministério da Defesa.
Por Folha


