Com Paraguai fora, Mercosul abre as portas à Venezuela
A Venezuela será incorporada ao Mercosul no dia 31 de julho, anunciou a
presidente da Argentina, Cristina Kirchner, durante a conferência do
bloco que está sendo realizada nesta sexta-feira, 29, em Mendoza, na
Argentina. A cerimônia será no Rio de Janeiro.
Twitter
Mais cedo, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, lamentou em sua conta do Twitter a ausência do Paraguai nos encontros do Mercosul e da Unasul, das quais ele também não participa. Na rede, Chávez escreveu: "Começa a Cúpula do Mercosul! Lamentamos a ausência do Paraguai, por não ter um governo legítimo!" Ele não fez nenhum comentário sobre a incorporação de seu país ao bloco.
Kirchner também disse que o Paraguai fica suspenso
temporariamente até que o país realize eleições "livres e democráticas".
"Para garantir a realização de eleições livres e democráticas no
Paraguai, propomos criar uma comissão que será integrada por todos os
países do Mercosul (sócios plenos e associados) e da Unasul", ressaltou
Cristina. Segundo ela, o bloco regional vai aceitar os resultados da
decisão do voto popular no Paraguai e não vai aplicar sanções econômicas
ao país. "Não serão aplicadas sanções econômicas contra o Paraguai, já
que nosso objetivo é a melhora econômica das pessoas que moram no Cone
Sul e no resto da América do Sul."
Um documento oficial do Mercosul sobre a incorporação da
Venezuela convoca "todos os países da América do Sul para que se unam no
complexo cenário internacional atual".
O objetivo, de acordo com a carta, é "conseguir que o
processo de aumento da inclusão social visto na última década em nossa
região se aprofunde e atue como fator de estabilidade econômica e
social".
Mais cedo, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, lamentou em sua conta do Twitter a ausência do Paraguai nos encontros do Mercosul e da Unasul, das quais ele também não participa. Na rede, Chávez escreveu: "Começa a Cúpula do Mercosul! Lamentamos a ausência do Paraguai, por não ter um governo legítimo!" Ele não fez nenhum comentário sobre a incorporação de seu país ao bloco.
Chávez, convalescente de um câncer que lhe foi
diagnosticado há pouco mais de um ano, assinalou na terça-feira que
estava avaliando participar das cúpulas do Mercosul e da Unasul por seu
"peso estratégico", embora tenha dito que não podia confirmar sua
presença ao lembrar que no domingo começa a campanha presidencial na
Venezuela. O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, foi o encarregado de
representar o país como membro associado na reunião semestral do
Mercosul.
Caracas anunciou recentemente a retirada do embaixador
venezuelano do Paraguai. O país também decidiu cessar o fornecimento de
petróleo para Assunção, em rejeição à destituição de Lugo, após um
"julgamento político" que Caracas qualificou de "golpe de Estado".
Por Estadão


