Serra lança candidatura, defende gestão Kassab e ataca Haddad
No discurso que marcou sua entrada oficial na disputa pela Prefeitura de
São Paulo, José Serra (PSDB) defendeu a gestão iniciada por ele e
concluída por Gilberto Kassab (PSD), enalteceu parcerias com o governo
Geraldo Alckmin (PSDB) e atacou indiretamente o PT e seu adversário
Fernando Haddad.
"Desde 2004 a cidade cresce mais do que o Brasil, na produção e no emprego. Isso não se dá por acaso, mas é fruto [..] dos investimentos do Estado e do município, que são os maiores da nossa história. Investimentos do meu governo e do governo do Geraldo Alckmin, da prefeitura do meu tempo e do Kassab", afirmou em discurso, durante convenção do PSDB realizada neste domingo (25).
Falando a militantes e dirigentes partidários, destacou sua experiência à frente da prefeitura e do governo, em oposição a Haddad. "Não estou aqui para brincar de governar, não estou aqui para experimentar."
Em fala emocionada de pouco mais de 35 minutos, Serra quase chorou duas vezes e voltou a dizer que hoje seu sonho é retornar à prefeitura. "Meu sonho é voltar a ser prefeito da cidade que eu amo."
Nos discursos que o antecederam, o principal mote foi o ataque ao candidato petista.
O senador Aloysio Nunes (PSDB), da coordenação da campanha de Serra, foi o mais incisivo. Afirmou que o PT "impõe um candidato artificial que passeia por aí como se fosse um urso amestrado levado pela coleira".
"Para nós do PSDB a democracia não é apenas uma palavra, é uma prática real, que diferencia do partido que comanda o governo federal e que agora pretende também abocanhar a Prefeitura de São Paulo."
Em discurso breve, Alckmin disse que São Paulo precisa de "um candidato do tamanho de São Paulo".
Mais cedo, o também senador Alvaro Dias, representando o PSDB nacional, chamou Haddad de candidato do "oficialismo".
"É a experiência administrativa fracassada, um Ministério da Educação que deixa um legado dramático. Legado de mentira, de falsificação e de incompetência, de lambanças na gestão da educação", afirmou.
Para Dias, a eleição será nacionalizada. "Não há como não considerar esse problema nacional, pela presença dessa liderança de expressão nacional que é o Serra e pelo interesse do governo federal pela eleição de São Paulo".
Kassab e o vereador Antonio Carlos Rodrigues --que é suplente da petista Marta Suplicy no Senado-- também discursaram.
O PSDB usou a convenção para lançar também um dos jingles da campanha de Serra -- versão do hit "Eu quero tchu, eu quero tchá", da dupla João Lucas e Marcelo, que diz em seu refrão: "Eu quero Serra, eu quero é já!".
O partido reeditou também um boneco de Serra a exemplo do Kassabão, marca da campanha de reeleição do prefeito Gilberto Kassab em 2008.
Serra concorre à Prefeitura de São Paulo pela quarta vez. Aparece na última pesquisa Datafolha, de junho, com 30% das intenções de voto. É seguido por Celso Russomanno (PRB) e por Haddad e Soninha (PPS), com 8% cada.
O tucano concorre com o apoio de PSD, DEM, PV e PR.
Neste ano, ele resistiu a entrar na disputa. Negou disposição e só se declarou candidato às prévias tucanas no final de fevereiro, apenas uma semana antes da data em que elas estavam inicialmente marcadas, o que forçou o partido a adiá-las em três semanas. Saiu vencedor com 51% dos votos na disputa interna.
Na carta em que formalizou sua intenção de concorrer, afirmou que entrou na disputa para deter o avanço do PT como força hegemônica na política nacional e disse que o futuro do país depende do resultado da eleição deste ano na capital.
"Desde 2004 a cidade cresce mais do que o Brasil, na produção e no emprego. Isso não se dá por acaso, mas é fruto [..] dos investimentos do Estado e do município, que são os maiores da nossa história. Investimentos do meu governo e do governo do Geraldo Alckmin, da prefeitura do meu tempo e do Kassab", afirmou em discurso, durante convenção do PSDB realizada neste domingo (25).
Falando a militantes e dirigentes partidários, destacou sua experiência à frente da prefeitura e do governo, em oposição a Haddad. "Não estou aqui para brincar de governar, não estou aqui para experimentar."
Em fala emocionada de pouco mais de 35 minutos, Serra quase chorou duas vezes e voltou a dizer que hoje seu sonho é retornar à prefeitura. "Meu sonho é voltar a ser prefeito da cidade que eu amo."
Nos discursos que o antecederam, o principal mote foi o ataque ao candidato petista.
O senador Aloysio Nunes (PSDB), da coordenação da campanha de Serra, foi o mais incisivo. Afirmou que o PT "impõe um candidato artificial que passeia por aí como se fosse um urso amestrado levado pela coleira".
"Para nós do PSDB a democracia não é apenas uma palavra, é uma prática real, que diferencia do partido que comanda o governo federal e que agora pretende também abocanhar a Prefeitura de São Paulo."
Em discurso breve, Alckmin disse que São Paulo precisa de "um candidato do tamanho de São Paulo".
Mais cedo, o também senador Alvaro Dias, representando o PSDB nacional, chamou Haddad de candidato do "oficialismo".
"É a experiência administrativa fracassada, um Ministério da Educação que deixa um legado dramático. Legado de mentira, de falsificação e de incompetência, de lambanças na gestão da educação", afirmou.
Para Dias, a eleição será nacionalizada. "Não há como não considerar esse problema nacional, pela presença dessa liderança de expressão nacional que é o Serra e pelo interesse do governo federal pela eleição de São Paulo".
Kassab e o vereador Antonio Carlos Rodrigues --que é suplente da petista Marta Suplicy no Senado-- também discursaram.
O PSDB usou a convenção para lançar também um dos jingles da campanha de Serra -- versão do hit "Eu quero tchu, eu quero tchá", da dupla João Lucas e Marcelo, que diz em seu refrão: "Eu quero Serra, eu quero é já!".
O partido reeditou também um boneco de Serra a exemplo do Kassabão, marca da campanha de reeleição do prefeito Gilberto Kassab em 2008.
Serra concorre à Prefeitura de São Paulo pela quarta vez. Aparece na última pesquisa Datafolha, de junho, com 30% das intenções de voto. É seguido por Celso Russomanno (PRB) e por Haddad e Soninha (PPS), com 8% cada.
O tucano concorre com o apoio de PSD, DEM, PV e PR.
Neste ano, ele resistiu a entrar na disputa. Negou disposição e só se declarou candidato às prévias tucanas no final de fevereiro, apenas uma semana antes da data em que elas estavam inicialmente marcadas, o que forçou o partido a adiá-las em três semanas. Saiu vencedor com 51% dos votos na disputa interna.
Na carta em que formalizou sua intenção de concorrer, afirmou que entrou na disputa para deter o avanço do PT como força hegemônica na política nacional e disse que o futuro do país depende do resultado da eleição deste ano na capital.
Por Folha