Novo monitor 3D criado por brasileiro dispensa uso de óculos de grau
Um invento brasileiro promete ajudar o dia a dia de pessoas com
problema de visão. O pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul Vitor Pamplona criou monitores 3D que compensam problemas como
miopia e vista cansada, e que podem ser usados em computadores, tablets,
relógios e até no painel do carro. O projeto, foi aceito no SIGGRAPH
deste ano, considerado o fórum mais prestigiado sobre sobre computação
gráfica.
Pamplona explica que a tecnologia consiste em duas telas de LCD justapostas que fazem as correções necessárias de acordo com as informações da "receita", feita por um software específico. As telas servem para miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia e também problemas mais raros como ceracotone. Cada monitor pode ser usado por até três pessoas.
Pamplona explica que a tecnologia consiste em duas telas de LCD justapostas que fazem as correções necessárias de acordo com as informações da "receita", feita por um software específico. As telas servem para miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia e também problemas mais raros como ceracotone. Cada monitor pode ser usado por até três pessoas.
As duas telas de LCD direcionam a luz dos monitores para um só ponto e
fazem a correção para que a imagem seja vista sem borrões ou
desfocadas, por exemplo. Desta forma, tablets, computadores passam a ser
realmente individuais. Se as telas estão programadas para um
determinado grau de um problema de visão, outra pessoa, que tem a visão
perfeita, não enxergará o que está no monitor.
“Em um computador normal, cada pixel do monitor está sendo colocado para todos os pontos do espaço. Com as duas telas de LCD, a emissão de luz é direcionada para apenas um ponto”, disse ao iG Pamplona.
O experimento pode ser usado como complemento de outros inventos de Pamplona como o Catra e o Netra, aplicativos de celular que diagnosticam catarata e medem o grau de miopia, hipermetropia, presbiopia e astigmatismo. “Se a pessoa tem um sistema de registro, pode fazer a medição com o Netra e enviar para uma rede social ou atualizar diariamente as telas dos monitores. Fechamos um ciclo com os aplicativos e as telas”, disse. O projeto contou também coma colaboração de Manuel Oliveira (UFRGS), Daniel Aliaga (Purdue) e Ramesh Raskar (MIT).
Pode parecer exagerado, mas pacientes com miopia, por exemplo, costumam ter um grau estável por cerca de um ano ou mais. Mas em casos de pacientes com diabetes, a miopia ou hipermetropia podem ter variação de até um grau de um dia para o outro. “Normalmente, diabéticos têm mais de um óculos e testam qual é o melhor para aquele dia, usando os aplicativos e as telas, isso não será mais necessário”, disse.
Pamplona explica que para que as telas sejam comercializadas, vai depender ainda que os fabricantes façam celulares 3D. As telas de LCD precisam ter 1800 dpi de resolução. Atualmente o visor do iPhone 4 tem 326 dpi. “A ideia é começar a trabalhar os protótipos e entrar em contato com os fabricantes”, disse Pamplona, que acredita que em as telas possam estar no mercado em cinco anos. “O software é barato e os displays custam hoje cerca de 150 dólares cada”.
“Em um computador normal, cada pixel do monitor está sendo colocado para todos os pontos do espaço. Com as duas telas de LCD, a emissão de luz é direcionada para apenas um ponto”, disse ao iG Pamplona.
O experimento pode ser usado como complemento de outros inventos de Pamplona como o Catra e o Netra, aplicativos de celular que diagnosticam catarata e medem o grau de miopia, hipermetropia, presbiopia e astigmatismo. “Se a pessoa tem um sistema de registro, pode fazer a medição com o Netra e enviar para uma rede social ou atualizar diariamente as telas dos monitores. Fechamos um ciclo com os aplicativos e as telas”, disse. O projeto contou também coma colaboração de Manuel Oliveira (UFRGS), Daniel Aliaga (Purdue) e Ramesh Raskar (MIT).
Pode parecer exagerado, mas pacientes com miopia, por exemplo, costumam ter um grau estável por cerca de um ano ou mais. Mas em casos de pacientes com diabetes, a miopia ou hipermetropia podem ter variação de até um grau de um dia para o outro. “Normalmente, diabéticos têm mais de um óculos e testam qual é o melhor para aquele dia, usando os aplicativos e as telas, isso não será mais necessário”, disse.
Pamplona explica que para que as telas sejam comercializadas, vai depender ainda que os fabricantes façam celulares 3D. As telas de LCD precisam ter 1800 dpi de resolução. Atualmente o visor do iPhone 4 tem 326 dpi. “A ideia é começar a trabalhar os protótipos e entrar em contato com os fabricantes”, disse Pamplona, que acredita que em as telas possam estar no mercado em cinco anos. “O software é barato e os displays custam hoje cerca de 150 dólares cada”.
Por iG


