Em entrevista, Obama diz que não descarta armar rebeldes na Líbia
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que não descarta fornecer armas aos rebeldes líbios, em entrevista concedida à rede de TV NBC. Nas declarações, ele disse ainda que o ditador líbio, Muammar Gaddafi, está "amplamente enfraquecido" e sofrerá pressão das forças de coalizão "até que saia do poder".
As declarações de Obama contradizem o que foi dito, mais cedo, pelo secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Anders Fogh Rasmussen, que afirmou ao fim da conferência de quase 40 países em Londres para debater a situação da Líbia que a aliança não pretende armar os rebeldes.
"Ele [Gaddafi] já não controla grande parte da Líbia", disse Obama, acrescentando que não exclui a possibilidade de suprir os rebeldes com armas para pressionar Gaddafi.
"Não descarto, não descarto", afirmou o presidente americano, dizendo também que já forneceu equipamentos de comunicação, recursos médicos e meios de transporte para auxiliar a oposição líbia.
"Analisaremos todas as alternativas para dar apoio ao povo líbio, para que possamos fazer uma transição em direção a uma Líbia mais pacífica e estável", disse.
Ele rejeitou a ideia de que a operação na Líbia possa ser vista como uma espécie de "Doutrina Obama", dizendo que cada país da região "é diferente". "Embora a força tenha sido usada na Líbia, não significa que usaremos também força militar em outros locais para impor certas forma de governo", explicou.
ATAQUES
Hoje, na Líbia, pela primeira vez em dez dias de operações os aviões da coalizão bombardearam a capital Trípoli durante o dia. Os ataques ocorrem horas após as forças leais a Gaddafi terem forçado os rebeldes a recuar.
Rebeldes na cidade de Misrata relataram ter sido alvo de "intensos ataques" das forças leais a Gaddafi, e pediram que os líderes que se reuniram em Londres os ajudassem. "As forças de Gaddafi estão lançando campanhas militares intensas contra nós em Misrata", disse um porta-voz rebelde identificado apenas como Mohamed à agência Reuters. "Eles estão determinados a capturar a cidade. Hoje foi um dia muito difícil para nós".
Misrata --que está cercada por forças de Gaddafi há várias semanas-- é um dos principais redutos rebeldes no oeste da Líbia. Alguns líderes ocidentais apontam a cidade como "exemplo" de que a intervenção militar estrangeira deve prosseguir para "proteger os civis líbios".
"A situação humanitária é uma catástrofe. Há falta de comida e remédios. O hospital não consegue mais lidar com a situação", disse o porta-voz rebelde Sami.
De acordo com outro porta-voz rebelde, Saadoun el Misrati, ao menos nove pessoas morreram nesta terça-feira. Um total de 124 civis teria morrido nos últimos nove dias em Misrata, cidade de 300 mil habitantes, de acordo com os rebeldes.
Os relatos dos rebeldes em Misrata, 200 quilômetros ao leste de Trípoli, não puderam ser confirmados de forma independente, já que autoridades líbias não permitem a entrada de jornalistas na região.
REUNIÃO EM LONDRES
Em Londres, onde líderes de mais de 40 governos e organismos internacionais se reuniram hoje para discutir o futuro da Líbia, o premiê britânico, David Cameron, disse: "Enquanto eu falo, pessoas em Misrata continuam a sofrer violentos ataques do regime.
A rede de TV Al Jazeera disse que o Qatar enviaria navios para Misrata para ajudar na retirada de cidadãos egípcios retidos na região.
Aviões ocidentais alvejaram bases aéreas perto de Misrata e algumas posições das forças pró-Gaddafi.
O porta-voz rebelde Mohamed disse que os aviões bombardearam embarcações das forças de Gaddafi que tentavam chegar a Misrata no sábado (26).
No entanto, de acordo com os rebeldes, as tropas de Gaddafi entraram com veículos blindados na cidade, dificultando os ataques aéreos.
As declarações de Obama contradizem o que foi dito, mais cedo, pelo secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Anders Fogh Rasmussen, que afirmou ao fim da conferência de quase 40 países em Londres para debater a situação da Líbia que a aliança não pretende armar os rebeldes.
"Ele [Gaddafi] já não controla grande parte da Líbia", disse Obama, acrescentando que não exclui a possibilidade de suprir os rebeldes com armas para pressionar Gaddafi.
"Não descarto, não descarto", afirmou o presidente americano, dizendo também que já forneceu equipamentos de comunicação, recursos médicos e meios de transporte para auxiliar a oposição líbia.
"Analisaremos todas as alternativas para dar apoio ao povo líbio, para que possamos fazer uma transição em direção a uma Líbia mais pacífica e estável", disse.
Ele rejeitou a ideia de que a operação na Líbia possa ser vista como uma espécie de "Doutrina Obama", dizendo que cada país da região "é diferente". "Embora a força tenha sido usada na Líbia, não significa que usaremos também força militar em outros locais para impor certas forma de governo", explicou.
ATAQUES
Hoje, na Líbia, pela primeira vez em dez dias de operações os aviões da coalizão bombardearam a capital Trípoli durante o dia. Os ataques ocorrem horas após as forças leais a Gaddafi terem forçado os rebeldes a recuar.
Rebeldes na cidade de Misrata relataram ter sido alvo de "intensos ataques" das forças leais a Gaddafi, e pediram que os líderes que se reuniram em Londres os ajudassem. "As forças de Gaddafi estão lançando campanhas militares intensas contra nós em Misrata", disse um porta-voz rebelde identificado apenas como Mohamed à agência Reuters. "Eles estão determinados a capturar a cidade. Hoje foi um dia muito difícil para nós".
Misrata --que está cercada por forças de Gaddafi há várias semanas-- é um dos principais redutos rebeldes no oeste da Líbia. Alguns líderes ocidentais apontam a cidade como "exemplo" de que a intervenção militar estrangeira deve prosseguir para "proteger os civis líbios".
"A situação humanitária é uma catástrofe. Há falta de comida e remédios. O hospital não consegue mais lidar com a situação", disse o porta-voz rebelde Sami.
De acordo com outro porta-voz rebelde, Saadoun el Misrati, ao menos nove pessoas morreram nesta terça-feira. Um total de 124 civis teria morrido nos últimos nove dias em Misrata, cidade de 300 mil habitantes, de acordo com os rebeldes.
Os relatos dos rebeldes em Misrata, 200 quilômetros ao leste de Trípoli, não puderam ser confirmados de forma independente, já que autoridades líbias não permitem a entrada de jornalistas na região.
REUNIÃO EM LONDRES
Em Londres, onde líderes de mais de 40 governos e organismos internacionais se reuniram hoje para discutir o futuro da Líbia, o premiê britânico, David Cameron, disse: "Enquanto eu falo, pessoas em Misrata continuam a sofrer violentos ataques do regime.
A rede de TV Al Jazeera disse que o Qatar enviaria navios para Misrata para ajudar na retirada de cidadãos egípcios retidos na região.
Aviões ocidentais alvejaram bases aéreas perto de Misrata e algumas posições das forças pró-Gaddafi.
O porta-voz rebelde Mohamed disse que os aviões bombardearam embarcações das forças de Gaddafi que tentavam chegar a Misrata no sábado (26).
No entanto, de acordo com os rebeldes, as tropas de Gaddafi entraram com veículos blindados na cidade, dificultando os ataques aéreos.
Por Folha


