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Incerteza global faz Dilma reduzir previsão do PIB

O governo voltou a rever suas projeções para o desempenho da economia e agora trabalha internamente com uma previsão de crescimento de 3,7% neste ano, abaixo dos 4% previstos nesta semana pelo ministro Guido Mantega (Fazenda).
O Palácio do Planalto avalia que esse desempenho é positivo diante das incertezas criadas pela crise global.
Se a projeção do governo se confirmar, o Brasil crescerá menos que outros países emergentes, como China e Índia, mas num passo mais acelerado que o de países avançados, como os EUA.
A presidente Dilma Rousseff acredita que a desaceleração da economia abrirá caminho para que o Banco Central comece a reduzir a taxa básica de juros da economia, elevada nos últimos meses para conter a inflação.
Mas ela gostaria que o órgão analisasse com cuidado o cenário econômico antes de cortar a taxa Selic, hoje fixada em 12,5% ao ano.
O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, se reúne na próxima semana para decidir a taxa de juros.
 
Cautela
 
Em conversa recente com assessores, Dilma lembrou que ela seria "a primeira pessoa a defender a redução dos juros", mas que o momento é de cautela.
A equipe apresentou recentemente à presidente cenários prevendo que a economia brasileira crescerá entre 3,5% e 4% neste ano, sendo que o mais provável é que fique em 3,7% ou 3,8%.
Para evitar pessimismo, Mantega só passou a admitir nesta semana a possibilidade de o país crescer menos. No mercado, as projeções passaram a indicar um crescimento abaixo de 4%.

Por Folha