|

Parque de diversão no Rio teve outra morte em 2006, diz delegada

O parque de diversão itinerante onde uma adolescente de 17 anos morreu na madrugada deste domingo (14), no Rio de Janeiro, já havia registrado a morte de um adolescente de 14 anos em 2006, também no Rio, de acordo com a delegada titular da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) do Rio, Adriana Belém. Segundo Belém, em 2008, um outro acidente teria deixado dois feridos no mesmo parque, em São João de Meriti (RJ).
"Isso agrava a situação da dona do parque, porque ela omitiu essa informação", afirmou a delegada. Com isso, os proprietários devem ser indiciados por homicídio doloso, quando há intenção de matar.
O parque não tinha alvará da prefeitura para funcionar, mas possuía laudo do Corpo de Bombeiros para uma festa da associação de moradores local com lotação máxima de 200 pessoas.
Segundo a assessoria dos bombeiros, para a emissão do laudo foram checados capacidade de lotação, saídas de emergência e locais dos extintores. A situação dos brinquedos, portanto, não foi analisada. Relatos de testemunhas indicam que o local estava mais cheio do que o limite permitido pelos bombeiros, de 200 pessoas.
 
MORTE
 
Alessandra da Silva Aguilar foi a uma festa no Glória Center Parque de Diversões, e estava na bilheteria com mais três pessoas quando um carrinho do brinquedo "Tufão", que se desprendeu do eixo enquanto girava, atingiu o grupo.
No "Tufão", carrinhos de fibra de vidro giram suspensos em torno de um eixo. Alessandra morreu na hora e ao menos oito pessoas ficaram feridas --duas, em estado grave, permanecem internadas em hospitais.
O parque itinerante e foi montado na altura do número 28.000 da estrada dos Bandeirantes. Ontem, a área foi interditada e a prefeitura aplicou multa de R$ 535,50, por falta de alvará.
Os organizadores da festa e os donos do parque foram ouvidos na delegacia neste domingo. Eles disseram que o brinquedo era monitorado por funcionários constantemente e não apresentava problemas.
Alegaram também que o carrinho que se soltou --com capacidade para quatro pessoas-- não estava superlotado.
A adolescente que morreu por causa do acidente havia concluído o curso de espanhol e sonhava em lecionar o idioma. "Era uma menina muito alegre, com muitos amigos", relatou a madrasta, Márcia de Souza Aguilar, 31.

Por Folha