|

EUA selam saída oficial do Iraque

Uma cerimônia militar sóbria em Bagdá marcou o fim da Guerra do Iraque quase após nove anos e pelo menos 119 mil mortos depois de as primeiras bombas caírem sobre a cidade. Em uma solenidade de 45 minutos no aeroporto da capital iraquiana ontem, as bandeiras dos EUA foram descidas e empacotadas na presença do secretário da Defesa, Leon Panetta.
Nenhum dirigente iraquiano compareceu à cerimônia.
"Após muito sangue de iraquianos e de americanos ter sido derramado, a missão por um Iraque capaz de se governar e de se manter seguro sozinho virou realidade", afirmou Panetta, que agradeceu a 1,5 milhão de soldados dos EUA que serviram no país em 8 anos, 8 meses e 26 dias.
A ocupação foi lançada pelo então presidente George W. Bush, em maio de 2003, para derrubar o ditador Saddam Hussein, sob alegação (depois desmentida) de que ele tinha armas de destruição em massa, custou US$ 800 bilhões, nas estimativas conservadoras, ou US$ 3 trilhões para os economistas Joseph Stiglitz e Linda Bilmes.
A guerra matou ao menos 104 mil civis iraquianos, 4.487 militares dos EUA e cerca de 10 mil soldados de Saddam. Matou também dois brasileiros.
Sérgio Vieira de Mello, então o principal nome da ONU no país, foi vítima de um atentado em agosto de 2003. O engenheiro João José de Vasconcellos Jr., da Odebrecht, foi levado por militantes islâmicos em 2005 e só teve o corpo achado após dois anos.

Por Folha